do quotidiano sem sensação.
Cresce o vazio,
deixa-me só e com frio.
Careço de qualquer tipo de vontade...
Estarei assim para toda a eternidade?
Falta-me todo o tipo de sentimento,
excepto o meu enorme sofrimento,
enquanto memórias torturantes
me tormentam a todos os instantes.
Abdiquei de toda a minha personalidade
após descobrir a dolorosa verdade.
Por vezes uma piedosa mentira
consegue vencer uma verdade que me revira,
todo o tracto digestivo
que se queixa por um bom motivo.
Nada por ele passa há dias,
arranham-me estas entranhas vazias.
O meu anteriormente
quente
coração
está gelado e duro
como uma bala de canhão,
prestes a ser disparado para fora do meu peito.
Arrancado a sangue-frio mesmo dentro do meu leito.
Já não possuo qualquer tipo de interacção,
esqueço lentamente o discurso e dicção.
As palavras não usadas
mantêm-se nas bocas sobrelotadas.
Tirem-me desta depressão
da negação.
Antes que ela me sugue toda a vivacidade.
Tudo isto parece uma encenação.
A Morte aproxima-se com sorrateira crueldade.
João Barreto
Vejo aqui um jogo onde se jogam verdades, sentimentos e reflexões.
ResponderEliminarÉ um jogo onde o tempo corre e os dados parecem ter sido lançados, a "bala" que foi lançada sem pedir licença.
é isso mesmo meu caro :)
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