Nada me parecia mais sincero do que as tuas palavras reconfortantes - preenchiam o vazio dentro de mim e, a seu tempo, tornaram-se essenciais, imprescindíveis. Tínhamos longas conversas sobre tudo, sobre nada, sobre um copo meio cheio ou um copo meio vazio. Agora, tudo é nada e todos os copos estão vazios. Faltam-me as tuas palavras reconfortantes, faltam-me os teus braços quentes em redor do meu corpo gelado. Faltas-me. Secretamente, ainda sinto a falta do tudo que me davas, mas cansei-me de to pedir de volta. Foste cruel e quase transformavas o tudo em nada. Prefiro ter-te como memória de tudo, do que como um nada real.
A ausência... que às vezes vem como um massacre.
ResponderEliminarPenso que há sempre um sentimento de ausência nos escritores portugueses.
Talvez seja o nosso fado...