segunda-feira, 29 de novembro de 2010

«Desabafo»

Ora bem, uma das minhas características é que eu, quando tenho algo para dizer, tenho mesmo de o dizer, senão não me sinto bem comigo própria. E calharam vocês na rifa (não se assustem, já vão perceber o porquê :p ), por isso aqui vai:

Com a minha melhor amiga em Londres e um namorado que só me critica, sinto-me só, abandonada. Sinto-me triste e não tenho com quem desabafar. Sinto falta de rir (ai, as saudades que tenho de uma boa gargalhada), de falar. Preciso dum ombro para chorar, alguém que me oiça gritar, disparatar, praguejar. Estou farta de parecer um fantasma, de ser ignorada, esquecida. Quero ser vista, quero ser ouvida, quero ser reconhecida. Quero viver.

p.s.- como podem ver, até nos meus «desabafos» sou um tanto quanto dramática (outra das minhas características - vivo as coisas muito intensamente, dando-lhes, por vezes, mais importância do que, de facto, têm).

6 comentários:

  1. Então se queres viver, vive. Solta-te mais, arranja formas de te divertires - se necessário sozinha - ganha força, momentos maus todos temos, o que nos distingue é como os encaramos, ou nos deixamos ficar em baixo ou fazemos o que for necessário para nos elevar.

    Explode se necessário, e verdadeiramente, mais do que num post na net. Eu não sou a pessoa mais social do mundo, longe disso, apesar disso tenho um grupo de amigos bem unido que me ajuda quando é preciso. Mas quando não os tenho junto de mim, crio caminhos por mim próprio, porque é o que se tem que fazer.

    Tu podes-te sentir o que for para os outros, o que mais interessa é como te sentes contigo própria, vê-te como alguém importante, irás sentir-te importante.

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  2. Falar é fácil. O pior é quando todos os nossos amigos nos desiludem, vezes e vezes sem conta, e a única que não o fez está longe. Estou farta de percorrer caminhos sozinha, fi-lo a minha vida inteira. E, verdade seja dita, ao fim de 18 anos apenas comigo própria, estou um bocado farta da minha companhia.

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  3. Acho que são mais as pessoas que, mesmo com a nossa idade, já apanharam umas poucas facadas nas costas do que as que não apanharam.

    Não podes é fartar-te de ti, nunca. És a única pessoa com que vais levar a tua vida inteira, todos os segundos.

    Faz o que quiseres quanto aos outros pa saires desse campo da desilusão depressiva, pensa no lugar disso que estarás acima dos que te desiludiram, não te importes com o que te rodeia, mesmo que te saiba a nada ou a porcaria...Na felicidade tens que ser sempre o primeiro foco.

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  4. Eu sei q me terei sempre a mim, mas também não é saudável ter-me só a mim. Se as minhas amizades nunca deram certo, então o problema deve ser meu...não?
    Eu pensei q, ao vir para a faculdade, faria logo amigos novos e q, desta vez, seriam amizades a sério, pessoas decentes. Lá na «terrinha», as pessoas só sabiam falar mal de mim, criticar-me e inventar boatos sobre mim, mesmo os meus «amigos». Daí as esperanças q depositei na faculdade, em Lisboa. E aqui, curiosamente, ainda me sinto mais sozinha. É um mundo novo...isso devia significar um novo começo.

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  5. Vou tomar a liberdade de me intrometer...

    Talvez o problema seja, de facto, teu, Alice. Não que estejas propriamente a fazer algo de errado- longe de mim emitir juizos de valor de qualquer natureza - mas porque fazes o 'mea culpa' e, contrita, conformas-te a uma espécie de rejeição e derrotismo que me parece tratar-se de qualquer coisa como uma 'self fulfilling prophecy' (passe o empréstimo).
    Estes males de alma são, não raras vezes, efeitos secundários de perspectivas desajustadas... identfico-me amargamente com o teu discurso, se há uns anos andava eu também a orbitar em redor deste mesmo tipo de animosidade perante a vida. De inseguranças entendo eu bem (não entendemos todos? =/) e ninguém diz que é fácil ultrapassar estas fases mais negras...
    Não, ninguém quer estar sozinho, mas e que tal deixares de pensar somente no papel do outro como vital na tua vida e, feitas umas simples alterações sintáticas e semanticas, e visto que és um ser pensante e respirante como todos nós, pensares que tens todas as condições para assumir, também tu, um papel na vida do outro? What I mean is... tu não és só um peão - és uma jogadora.
    O novo começo pode ser quando quiseres. Até porque não existem bem novos começos... a bagagem que trazes fica contigo, faz parte de ti. Existem mudanças de rumo e de postura perante a vida... and it can be quite refreshing! Assume a mudança que queres ver no teu mundo! [Sim, isto é ghandi citado e adaptado livremente... No plagirarism intended! lol]

    As minhas desculpas se caí fora da questão ou não me fiz entender. De qualquer das formas... Força aí!! ;)

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  6. Obrigada aos dois :)
    Porque será q vocês têm sempre razão?! Já no post de inglês sobre a questão da nossa área ser preterida foi a mesma coisa ;) De facto, acho q até já me sinto melhor. A sério, obrigada a ambos *

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